Além das lesões, as quais, muitas vezes limitam a carreira de um atleta, a decisão em ‘se aposentar’ das quadras também é algo muito difícil. E esta decisão tem a ver, justamente com lesões, viagens desgastantes ou mudanças na rotina familiar.
Nascido no ano de 1988, em São Paulo (SP), Renan Fuzo passou recentemente por esta situação. Por meio de suas Redes Sociais, o fixo anunciou sua despedida das quadras, enquanto atleta profissional, mas afirma que vai jogar competições extra-oficiais.
Foram dezenas de títulos conquistados pelas mais variadas camisas: Campeão Paulista, tetra Campeão Jogos Abertos, Campeão da SuperLiga, Campeão da Copa da LPF, Campeão Catarinense, Campeão Português (2ª divisão) , Campeão Mundial Universitário.
A seguir, Renan fala em qual momento tomou essa decisão de ‘pendurar os tênis’ e qual foi a influência da sua família neste processo:
“Quando rompi o LCA pela segunda vez, dessa vez com 36 anos, sabia que seria muito difícil um retorno atingindo o nível que estava. Vim de férias para o Brasil, e já comecei a trabalhar a ideia que, voltando para Portugal, seria minha última época. Minha família desde o início me apoiou, esteve comigo, como sempre fizeram desde o começo”.
Renan Fuzo não pensa em descanso e já tem algo em vista em relação ao extra-oficial: “Graças a Deus, já estão aparecendo alguns convites para jogar nos extra-oficiais. Pretendo sim, seguir nesse meio, pois continuo jogando. Estando no meio, e não precisando treinar todos os dias“.
Renan fala ainda, sobre seu futuro na modalidade e se passa pela sua cabeça, a possibilidade de ser treinador ou algo do tipo:
“Treinador de alto rendimento não passa pela minha cabeça agora não, pois já tive uma vida inteira praticamente nesse meio, com mudanças, viagens, pressão, e virando treinador, seria a mesma coisa. Por isso, quero trabalhar mais com a parte de formação, ensinando e passando um pouco da experiência para os mais jovens, que era uma área em que eu também trabalhava em Portugal“.
Para quem não acompanhou a carreira de Renan Fuzo, o fixo sempre teve como uma de suas características, a entrega, mesmo em momentos de lesões:
“É o esporte que eu amo, e queria fazer daquilo minha profissão, então sabia que, se não me entregasse, não me dedicasse, poderia ficar sem time e aquele sonho acabaria. Por isso cada treino, cada jogo para mim era tão importante Era uma época mais difícil também para se “empregar”, arrumar times, então tinha que ter essa dedicação”.
Renan passou pelas principais equipes de São Paulo e teve uma carreira de sucesso, também no exterior. Ao longo de todo este período, Renan defendeu as cores da Wimpro/Guarulhos, São Paulo, Palmeiras, AABB, Intelli/Orlândia, Floripa Futsal, Marreco Em Portugal passei pelo Electrico, Portimonense, Caxinas e Famalicão. Fuzo também foi convocado para seleção brasileira universitária, em 2010.
O atleta diz que não tem um ídolo em especial, mas se lembra com carinho dos momentos em que ia assitir o ala/pivô Leandro Simi, na época em que o camisa 11 atuava no EC Banespa:
“Na verdade, eu não tenho um ídolo, mas adorava e ainda acompanho muito o Leandro Simi, eu lembro de sair de casa, que é na Zona Norte, e ir até a AABB pra assistir os jogos contra o Banespa e ele fazia coisas que eram inacreditáveis.Depois jogar contra ele foi uma honra muito grande”.
Ao longo destes mais de 25 anos de dedicação à modalidade, Renan Fuzo fala qual, ou quais foram as principais lições que o futsal lhe ensinou:
“Dedicação. Colocar 100% em qualquer atividade que for realizar. Resiliência, acho que futsal a gente “sofre” bastante né, então não desistir. Trabalho em equipe, foco e lidar com pressão. Acho que foram os principais ensinamentos“.


