quinta-feira, abril 23, 2026
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Check in Futsal: Uma vida que recomeça por meio do futsal russo

A Rússia é um dos países que mais atrai brasileiros. Independente do intenso frio, atletas vão em busca de melhor qualidade de vida e uma estabilidade financeira e familiar. Nessa série especial do ‘Check-in Futsal’, você vai conhecer a história de um brasileiro que gostou tanto da Rússia que não tem planos de voltar mais para o Brasil.

Antes de arrumar (de vez) as malas para a Rússia, o craque passou por São Caetano (SP), Ulbra (RS) e Joinville (SC). Já fora do país, atuou pelo Spartak, de Moscou e desde 2003 está no Dínamo, também de Moscou. São mais de 20 anos praticando essa modalidade, a qual encanta tantos países e há muito tempo conquistou o coração desse brasileiro.

A partir da agora, você vai conhecer um pouco mais da história do Cirilo, que carrega grandes títulos nacionais e internacionais: Campeão Mundial, Campeão Gaúcho e da Liga Nacional pela Ulbra e Campeão da Copa UEFA em 2007, pelo Dínamo.

Há 12 anos, o atleta e sua família moram em Moscou, onde foi naturalizado em 2005. Muito bem adaptado ao clima, ao idioma, a comida e principalmente a cultura russa e com contrato até 2017, ele está feliz com o momento que vive na Rússia.

Futsal em Pauta: Como foi a sua chegada na Rússia?

Cirilo: “A maior dificuldade que encontrei no início foi o idioma russo. Chegamos aqui sem saber nada. Lembro muito bem que foi a maior alegria ir em uma livraria e achar um dicionário russo/português e logo começamos a fazer aulas particulares em casa. Mesmo depois de 12 anos ainda tenho algumas dificuldades. Fora isso, a adaptação foi rápida e hoje com a experiência posso dizer, o brasileiro quando vem para Europa o mais importante para sua adaptação é conhecer e viver a cultura do país, garanto que tudo ficará mais fácil.”

F.P.:  Com essa adaptação tão boa…Pretender voltar jogar no Brasil?

C.: “Eu não diria que nunca mais voltaria. Mas creio ser bem difícil acontecer. Minha família está muito bem aqui na Rússia, meus filhos já estão com grande desenvolvimento na escola e quando meu contrato acabar, já estarei com 37 anos. Por isso meu projeto é continuar na Rússia, mesmo com o fim desse contrato.”

 

F.P.: Com tantos anos na Rússia, tem alguma cidade que já marcou sua vida por aí?

C.: “Já conheci muitas cidades, a trabalho… e uma que tive a chance de visitar foi São Petersburgo. É uma cidade encantadora e de uma beleza que pouco encontrei em outras. O melhor é visitar em Junho, quando tem a Noite Branca*.”

 

(*As chamadas “noites brancas” durante o mês de Junho – e, sobretudo, à volta do dia 21 – o sol põe-se por volta das 11 da noite e nasce pelas 3 da manhã. No entanto, nunca a luz solar desaparece no horizonte. E assim recebeu esse apelido.)

 

F.P.: Muitas pessoas tem a mesma dúvida quando pensam em um brasileiro que hoje atua na seleção russa….Como é enfrentar o Brasil?

C.: “A primeira vez foi no mundial de futsal realizado no Brasil em 2008 e foi muito marcante a entrada ao lado da seleção brasileira, principalmente quando cantou o hino nacional. Mas sou grato ao futsal russo e ao país, aonde me deu e continua dando muitas oportunidades que vão além do esporte. Tem que saber separar as coisas dentro de quadra.”

 

F.P.: E nas horas vagas, o que esse brasileiro faz por aí?

C.: “Com dois filhos é impossível ter hora vaga. (risos). Mas quando tempos folga no time procuro fazer algo para gastar as energias de Henry e Beatriz (meus filhos). Vamos ao cinema, praticar algum esporte ou mesmo passear pela cidade.

F.P.: Soubemos que se tem uma coisa que você não desliga do Brasil é o futebol?

C.: “Sim, sou São Paulino doente e acompanho todos os jogos da equipe pela internet ou pela rádio. Dá saudade de ir pessoalmente ao estádio, mas sempre que estou de férias faço questão de ir ao Morumbi assistir o “Tricolor”.

 

O Dínamo/Moscou é uma das equipes russas com mais brasileiros. Além de Cirilo o time conta com Rômulo, Pula e Gustavo, que também foram naturalizados russos. E Nando, Fernandinho, Fernandão e Pepita. Além do preparador de goleiros, Guaíba.

Por Tamiris Dinamarco

 Foto: Arquivo pessoal

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