Alexandre Gonçalves da Silva, o “Alê”, atualmente é um dos alas do Guaianases Futsal na categoria sub-16. Vindo de uma família humilde, mas muito unida, Alê tem um irmão apaixonado por futebol, o qual sempre o levou para as quadras, despertando um grande amor pelo esporte.
Neste ano, veio a chance de se tornar jogador de futsal, mas também, veio um dos grandes desafios em sua vida e de seus familiares:
“No começo desse ano surgiu uma oportunidade de jogar pelo Guaianases, mas no mesmo período minha família descobriu o câncer da minha tia. Porém mesmo assim fui pro teste, fiz umas avaliações e consegui passar”, diz o jovem.
A solidariedade dentro e fora das quadras:
Com todo o envolvimento familiar, em prol da recuperação da tia, Alê afirma que foi um pouco difícil manter o foco nos treinos e nos jogos:
“Enquanto ela passava pelas sessões de quimioterapia, eu estava ficando meio sem foco para os jogos. Não só por esse motivo, mas isso mexeu comigo demais”.
Disposto a ajudar de alguma forma, Alê contou com o apoio do treinador Murilo no desenvolvimento da ideia e contou com a família para confeccionar uma camisa em homenagem à tia. A ideia surtiu efeito:
“Vi o quanto minha família ficou abalada com tudo isso, mas como eu não tinha muita condição de ajudar financeiramente. Eu fiquei dias e dias pensando em como ajuda-la, até que pensei na ideia da foto e pedi para um dos meus treinadores (Murilo), que me ajudasse com isso e surgiu a oportunidade de fazer uma camisa para ela e homenageá-la”.
Alê encerra dizendo que este tipo de ação mobilize outros jovens que vivem esta mesma situação:
“Quis fazer para meninos (as) que estão na busca do seu sonho e estão passando por isso com algum familiar ou conhecido e não desistirem da meta deles (as). Graças a Deus, deu tudo certo, ela venceu e pude prestar essa homenagem. Quero dizer que sou muito grato a todos que me apoiaram nisso. Deus é bom”, encerrou.
Lembrando que o Guaianases Futsal ocupa a sétima colocação no Grupo C, com sete pontos ganhos cinco a menos em relação ao líder, Colorado, de Caieiras.
Foto: Paulo Augusto


