Recentemente, aconteceu em São Paulo (SP), o ‘Brasil Futebol Expo’, evento promovido pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol), o qual contou com mais de 200 palestrantes ligados ao futebol, nas mais diversas áreas.
Fernando Fernandes, repórter esportivo da TV Bandeirantes e um dos mais conceituados do meio, falou, com exclusividade à LPF (Liga Paulista de Futsal), sobre sua carreira, justamente iniciada no futsal:
“Pois é, naquela época era futebol de salão, aquela bola pesada, diferente, as regras também eram outras. Eu estava trabalhando em Portugal, naquela oportunidade como repórter, e eu conheci o cara que fundou a Federação Portuguesa de Futsal. Daí surgiu a oportunidade de ajudar a implementar o futsal em Portugal.
Isso aconteceu na cidade de Porto, o presidente era Eduardo Pinto e eram outros times. Hoje os grandes times de Portugal têm um time de futsal. Foi bem naquela transição do futebol de salão da FIFUSA com o futsal quando a FIFA abraçou.
Foi uma experiência legal, tinha um programa na rádio que eu trabalhava sobre futsal. Também joguei futsal, brinquei por muito tempo. O futsal é um negócio que cresceu demais. O crescimento hoje é um negócio impressionante. Naquela época, a potência era a Espanha, que tinha o Paulo Roberto e alguns caras que faziam a diferença lá. Hoje tem brasileiro em tudo o que é seleção, só na seleção da Rússia tem quatro brasileiros em quadra, é uma coisa de louco. Ter tido essa experiência tão próxima com o futsal foi bem legal“.
Durante a entrevista, o que se pôde notar foi a presença de centenas de jovens, os quais se mostraram encantados ao verem, de perto, seus ídolos e referências no jornalismo. Quando questionado sobre este ‘brilho no olhar’, Fernandinho respondeu:
“Cara, a vida é muito engraçada. Eu queria ser médico, nunca pensei em fazer o que eu faço, e hoje tenho 36 anos como jornalista. Me encontrei quando comecei a fazer faculdade, achei um negócio legal. É paixão, cara. É uma profissão que exige demais, vários sacrifícios pessoais, principalmente no esporte, 24 horas por dia você trabalhando com informação. Isso tem que estar na veia, tem que curtir e ter raça. Raça e sensibilidade, acho que essa é uma combinação legal“.
Em sua apresentação, Fernandinho falou muito sobre credibilidade, respeito e como se constrói tudo isso na carreira, ainda mais mais nos dias de hoje, em que há muitos assuntos polêmicos e busca (incansável), por likes e visualizações:
“É que hoje estamos passando por uma transformação muito grande na comunicação, então temos que tentar entender algo, uma coisa que eu tento levar na minha vida: debaixo da camisa tem gente, e acredito que o jornalismo é parte das relações pessoais entre as pessoas“, encerrou.
Por Gilberto Santos | Colaborou Wagner Maciel
Foto: Brasil Futebol Expo


