domingo, maio 17, 2026
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Movimento sobre o futsal nas Olimpíadas volta a ganhar força

Em 2002, o Departamento de Internet da FPFS (Federação Paulista de Futsal), por meio do até então Diretor, Marcos Paulo Diniz, pensou em uma campanha, cujo foco principal era a inclusão do futsal na programação dos Jogos Olímpicos.

A princípio, o slogan adotado (“Eu quero futsal olímpico”), percorreu vários Estados brasileiros, mas em seguida, após uma longa pesquisa relacionada ao tema, este mesmo Departamento passou a utilizar “Olympic Futsal Now” do site europeu Futsal Planet.

Com o projeto em pleno crescimento, começou uma nova parceria, entre o Futsal Planet e a FPFS. Na época, o ex-vice Presidente, Sr. Enomura (In Memoriam), e o Dr Ciro Fontão de Souza, Presidente da entidade por mais de 30 anos, ‘abraçaram’ a causa e não mediram esforços para que a campanha tomasse rumos internacionais.

A primeira reunião para a apresentação do novo projeto e sua logomarca aconteceu em São Paulo, onde as federações presentes também deram total apoio, inclusive a CBFS (Confederação Brasileira de Futsal), a qual anos mais tarde, se mostrou absolutamente contra a iniciativa.sonho-olimpico

Além dos principais responsáveis pelo futsal nacional, a FPFS recebe uma carta de apoio de Carlos Arthur Nuzman, Presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e com este respaldo, inicia os primeiros contatos fora do país. Nomes como Alberto Pastor (Suíça), Osvaldo Yankilevich (Argentina), Marcelo Paz e Bill Sampaio (Estados Unidos), também se mostraram solidário à campanha.

Baseada em fotos e com uma camisa personalizada, não demorou muito para a que a FPFS lançasse o primeiro livro da campanha, o qual contava apenas com 100 exemplares. Anos mais tarde, vieram novos livros e uma pequena remodelação da logomarca. Contando com o ala Falcão como padrinho, Em 2006, a campanha – ‘Futsal! Um Sonho Olímpico’ –  já era um sucesso.

Mas o grande momento se deu entre 2007 e 2008, quando aconteceram as principais competições esportivas na América do Sul. No Rio de Janeiro, durante o ‘Pan 2007’, foram distribuídas mais de 200 camisas entre torcedores, atletas e imprensa. O mesmo procedimento aconteceu no ano seguinte em duas etapas.

Primeiro em Mercedez (URU), onde foram realizadas as Eliminatórias para a Copa do Mundo de Futsal FIFA e no Brasil (RJ e DF), durante os jogos do Mundial. Além disso, a campanha percorreu duas edições do Grand Prix de Futsal (Santa Catarina e Fortaleza).

Rio 2016:

Aproveitando o ‘gancho’ dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro, mais uma vez o assunto veio à tona. Diversas manifestações de apoio e indagações sobre o porquê do futsal não estar nas Olimpíadas. Para fortalecer a modalidade, e de certa forma mostrar ao mundo que o futsal tem ídolos, mídia e profissionais sérios, um pequeno movimento foi retomado na ‘Cidade Maravilhosa’, onde mais uma vez a adesão foi unânime.

Levantar a bandeira não é o suficiente. É preciso mostrar números, provar que o futsal é rentável e acima de tudo, que haja uma união sólida entre os profissionais envolvidos, os quais deixem de lado suas vaidades, egos ou brigas pessoais e que briguem, de fato, por uma causa, assim como fizeram os diretores e praticantes do Surf, Skate, Escalda e Karatê (todos já inclusos nas Olimpíadas de Tóquio, em 2020).

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