Pivô abandona vida de modelo para se dedicar ao futsal

Desfiles, fotos, roupas lindas e muito glamour. Para uma adolescente, a vida de modelo se assemelha a um verdadeiro conto de fadas e talvez por isso seja uma das carreiras mais procuradas pelas belas jovens de todo o país. Com Letícia Esteves,17 anos, não foi diferente.
No entanto, a paixão pelo futsal falou mais alto e fez a estudante do Colégio Nobel, de Londrina, trocar as passarelas pelas quadras e desembarcar em Belém, no Pará, para defender a delegação do Paraná nos Jogos Escolares da Juventude.
“No começo, ser modelo não era o que eu planejava. Eu tinha 12 anos, um dia eu estava andando na rua com a minha mãe, e um olheiro me chamou. Eu fui fazer umas fotos, e gostaram muito. Eu segui por um tempo na carreira, mas chegou uma hora em que eles me pediram para mudar de cidade e ir para São Paulo. Aí eu não quis deixar minha família e o futsal”, explicou.

O interesse pela modalidade surgiu aos 8 anos, ao ver o pai jogando em um time de Londrina. A jovem afirma que, inicialmente, a mãe não gostou muito da ideia de ver a filha com uma bola nos pés, mas acabou se acostumando. Hoje, ela é uma de suas maiores incentivadoras de Letícia.

“Bem antes da carreira de modelo eu já jogava com os meninos, até que aos 13 anos conheci o time da Jayne (técnica). Meus pais me apoiaram no meu começo no esporte, mas minha mãe achou que meu interesse duraria uns cinco meses e eu iria desistir de ideia. Mas não foi o que aconteceu e eu estou até hoje aqui”, disse.
A rotina de modelo de Letícia incluía fotos e cursos de passarela. Agora, a atleta se divide entre os treinos de musculação e o futsal, em sessões de 4 horas diárias. A jogadora garante que não se arrepende da troca.
“Não deu para juntar as duas coisas, porque eu estudo, vou para a academia e treino. Isso toma o meu dia inteiro e não daria para encaixar a rotina de uma modelo na minha vida atual. Então eu desisti para focar só no esporte”, falou.
Treinando até os 13 anos com o time masculino do São Caetano de Londrina, no futebol society, a estudante já participou de competições em que era a única menina. Ela afirma que já escutou todo tipo de provocação dentro e fora dos ginásios.
“Eu já sofri preconceito por ter escolhido jogar futsal, mas, principalmente, das mães dos meninos que eu enfrentava. Elas me falavam que eu não tinha que estar ali, que o lugar de menina era lavando louça. Isso aconteceu muitas vezes comigo e eu tinha apenas uns 9, 10 anos. Meu time era muito bom, e elas não aceitavam que os filhos perdessem para mim”, concluiu.

Nada disso abalou a pivô, que participa pela primeira vez dos Jogos Escolares e espera poder ajudar o time do Paraná a se classificar para disputar a primeira divisão no ano que vem, já que a equipe disputa a “série b” na etapa de Belém.

Para a sua treinadora Jayne Borim, que já foi atleta da seleção brasileira feminina e hoje treina a equipe do Colégio Nobel de Londrina, a procura pelo futsal aumento bastante entre as meninas com o passar do tempo.
Com informações: Juliana Vicente/Globo Esporte.com

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