No ‘Bem Amigos’, Falcão sobre a atual situação do futsal brasileiro

Os últimos dias estão sendo movimentados para Falcão. Depois de anunciar que não defende mais a seleção brasileira até que haja uma mudança na atual diretoria da Confederação Brasileira de Futsal (CBFS), o craque se tornou o porta-voz de uma campanha por mudança dos jogadores da modalidade.
Em entrevista ao programa Bem Amigos (SporTV), o camisa 12 do Brasil Kirin revela que recebeu muitas mensagens de torcedores em apoio aos jogadores. “Eu recebo mensagens de torcedores indignados. Todo mundo fala que quer que seja mentira. Nesses momentos é que vemos o quanto as pessoas gostam do meu trabalho. Crianças me falaram: “assisto a futsal por sua causa”. Minha mãe está triste, minha família e eu também, porque estou tirando um prazer da minha vida, mas estou fazendo isso em benefício do meu esporte. Já são 16 anos na seleção. Não faço isso por mim. Faço isso para as próximas gerações. Estou vendo o barco afundar”.
Falcão considera a atual direção da CBFS uma ditadura e fez duras críticas principalmente às dívidas da entidade com os jogadores, à falta de estrutura – principalmente no futsal feminino – e às regras rígidas nas concentrações – os jogadores não podiam assistir à televisão, usar a internet ou mesmo fazer rodas de samba.
O relacionamento entre os jogadores da seleção de futsal e a CBFS começou a balançar no começo de 2013, pouco depois da nomeação de Edson Nogueira como diretor de seleções. Ele e o também cartola Renan Tavares demitiram, sem apresentar justificativas, o supervisor de seleções Reinaldo Simões, o que desagradou a comissão técnica e o elenco verde-amarelos. 
 Desde então, alguns jogadores reclamaram internamente dos rumos tomados pela CBFS e, como resposta, receberam ameaças de não serem mais convocados, segundo o elenco da seleção. Estão entre esses jogadores ameaçados, Vinícius, Neto, o goleiro Tiago e a jogadora Vanessa Pereira, eleita três vezes a melhor do mundo. Até mesmo Falcão foi cortado de algumas listas como no Grand Prix de Maringá, em outubro, mas ele disputou a competição por pressão dos patrocinadores da CBFS, que não queriam perder a estrela do time – o craque, porém, foi blindado pela confederação e quase não teve contato com a imprensa. 
Segundo Falcão, também não houve o interesse da entidade de conversar com os jogadores para contornar a situação. “Ninguém entrou em contato comigo. Eu não falo apenas por mim, falo também pelos outros atletas que me pediram para ser porta-voz. É uma briga de uma classe. 
Os patrocínios estão indo embora e não estão surgindo novos talentos. Ex-capitão da seleção, Vinícius é outro jogador que entrou na campanha e está expondo os problemas na administração da equipe verde-amarela. Até as chuteiras viraram motivo de disputas. – Todos estão se pronunciando por suas redes sociais. Outras gerações estão se manifestando também. As pessoas estão tendo coragem de falar as coisas que já passaram”.
Fonte: Globo Esporte.com
Frame de vídeo: SporTV

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