Falcão diz que não jogará mais pela seleção e critica a ‘ditadura’ da CBFS


Principal nome dentro do futsal, o craque Falcão, hoje no Brasil Kirin/Sorocaba (SP), fez duras críticas à CBFS (Confederação Brasileira de Futsal). Chateado por tudo o que envolve a modalidade no momento, o ala afirma que há uma ditadura dentro da entidade. O atleta também pediu aos outros atletas da seleção brasileira que o apoiassem nesta causa.
Em entrevista concedida ao canal SporTV, o ala disse ainda que não irá mais defender as cores do Brasil:

“É uma decisão triste e vou deixar bem claro que não é uma decisão só minha. Eu e todos os últimos campeões do mundo, de 2008 e 2012, estamos juntos nessa. Eles pediram para eu ser o primeiro a falar e não tenho rabo preso com ninguém. Defendi a seleção brasileira da melhor maneira possível. Vemos a cada ano que passa o futsal andar 20 anos para trás.

Temos débito desde o ano passado, nós e o futsal feminino também, não recebemos nossos direitos desde julho, e ainda há várias situações de ameaça em convocação em 2012, algumas que a gente engoliu ao longo do tempo. Tenho orgulho da minha geração, num momento em que ninguém mais pensa em seleção brasileira, muito pelo contrário. Estamos fazendo isso pelo bem do esporte, que não pode ficar nas mãos de pessoas erradas, e pensando nas próximas gerações”, lamentou.

Falcão revelou um dossiê a respeito da atual gestão da CBFS e destacou uma série de problemas vivenciados por ele nos últimos ano, com foco na questão financeira, prometendo  doar o que receber (caso tudo for devidamente acertado):
“A gente espera que o futsal vá para mãos certas, que tenham pessoas focadas no esporte, não em tornar uma ditadura, que é o que vem acontecendo. Chegou ao ponto de a gente concentrar no centro de treinamento em Fortaleza e não ter TV no quarto e nem internet, porque não tinham pago as contas. Ficamos praticamente como prisioneiros. Já deixei claro que não quero mais um centavo da CBFS. O que vier, se um dia vier, vou direcionar para uma entidade, não quero mais nada que venha de lá, é uma falta de respeito muito grande”, ponderou.
Apesar da decisão de não atuar mais pela seleção, o camisa 12 Falcão não descarta a possibilidade de um retorno, desde que uma nova diretoria esteja à frente e lembrou quando foi vítima de uma paralisia facial durante o Mundial da Tailândia.
“Minha carreira na seleção talvez tenha acabado, embora outra diretoria, se precisar de mim, estou à disposição. Mas da forma que está hoje não faço questão de ir, não tenho mais prazer de ir, muitos não têm. Então, a nossa intenção é começar uma briga para que tenham pessoas competentes lá dentro. Cheguei a jogar um Mundial com AVC, com um lado (do rosto) paralisado, assumi a responsabilidade e nem um “muito obrigado” recebi.
É muita frieza, muita coisa contrária aos atletas. É triste, estou tirando um prazer da minha vida que é vestir a camisa da seleção brasileira, mas preciso tomar uma atitude para as coisas mudem de alguma forma no futsal”, recordou.
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